quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Todas as pequenas coisas

Música:
Blink 182
All the small things
Alcançar o inalcançável é possível, penso eu, idealizo eu. Será que existem pré-destinados a um determinado acontecimento? Não sei, talvez, mas nisso não quero acreditar. É possível que sonhe com isso e que por vezes realmente acredite nisso. Não quero, sei, não, acredito que todos têm um dom, uma capacidade inata que consiga fazer coisas extraordinárias. Ser mais um daqueles que realizam sonhos, os seus e os dos outros, ser um daqueles que faz sorrir aquele que não ri, que ajuda alguém a ter uma réstia de esperança em momentos de desespero. São estes os heróis, as pessoas que pautam a sua vida para tentar se melhor, mas que ao ser melhor ajudam alguém a acreditar que todos podem, que todos têm o dom de ser melhor e de querer ser melhor. É o que sinto, talvez não sempre, talvez por momentos, divago agora porque sou sincero, não sei realmente o que sinto a todo o momento, sei sim que a descrença e desconfianças se apoderam de mim, por ser um ser simples que se torna complexo pelos mais simples motivos que se possam imaginar. São estas partidas que a vida prega como se apenas tivéssemos medo do medo em si, porque toda a vida é pautada pelo medo, receio, porque e se corre mal... e se não dá... são estes pensamentos simples e que todos têm, que todos sentem e pensam e são eles os mais recorrentes da vida, porque imaginamos, porque idealizamos, porque tentamos decidir antes de realmente termos a pergunta à nossa frente. Porque é nisto que penso, porque é sobre isto que debato, porque é isto que combato de forma a tentar pensar nas reais adversidades da vida e tentar descobrir o meu dom inato de forma a tentar alegrar a minha vida e a de alguém que pode ganhar ou pelo menos sorrir por mim.

Êxtase

Música:
Cascada
Everytime we touch
O que sentes num momento de êxtase? Prazer? A sensação de que nada em lugar algum poderia ser melhor? Que jamais alguma vez na vida pensas-te que essa sensação existia? Aquele momento, aquela milésima de segundo em que o sentes. Em que acreditas que tudo aquilo em que nunca acreditas-te é possível. É essa sensação que se procura na labuta incessante da vida. Por momentos como esse fosse único que já conheceste. Onde te sintas realizado, onde sintas que vale a pena correr riscos, que vale a pena procurar, que vale a pena tentar. Um momento é o que se procura na vida, por um sentimento momentâneo e subtil, que raras vezes se consegue perceber que realmente está a acontecer, como se a incredulidade e a falta de confiança nesse acontecimento se apoderasse de ti quando o vives.
É o que se sente quando não se vê alguém, quando sentes a sua presença mesmo que fisicamente a distância não consiga ser percorrida em tempo útil. Quando sentes que por mais longe estejas desse alguém, a consigas sentir à distância do toque dos lábios e sintas um arrepio, como se acabasses de dar o melhor beijo da tua vida sem o teres realmente dado. É sentir o seu olhar de alegria melancólica por momentos, é desejar que tudo pare em teu redor, a melhor sensação, a sensação de que o tempo parou para tu sentires aquilo que nunca pensaste sentir. É teres orgulho por conseguires ter momentos desses, porque é aí que dás o real valor ao que tens, é aí que sentes realmente que o que pensas sentir é deveras real, que não é uma mentira elaborada pela tua mente para te tentar ludibriar, é aí que a olhas, que a saboreias, a cheiras, é aí que a ouves e sentes como se todos os teus sentidos fossem um só. Num momento de êxtase.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A vontade sempre ganha

Música:
Jay Sean ft. Sean Paul & Lil Jon
Do you remember


2010. Ano de mudança em todo o lado, mas sobretudo na minha vida, em tão curto espaço de tempo muitas coisas mudaram. Muito daquilo que ansiava mudou, muitos sonhos se concretizaram. Houve perdas, um sentimento de vazio que jamais irá ser preenchido, uma saudade imensa que se adensa a cada dia que passa, mas a certeza de que tudo o que sempre senti cresce também a cada momento que passa, a cada lembrança, a cada sorriso que dou quando me lembro de ti apesar de toda a tristeza que se apodera de mim por momentos.

O ano de 2010 tem trazido responsabilidades, momentos de glória consagrados anos e anos depois de quase lá ter chegado, de ter desistido por medo, por incoerência, por falta de motivação talvez. Desta vez talvez tenha sido a vontade e a ansia de superação de mim próprio que me fizeram chegar a este patamar, que sempre desejei e que já tinha tido, mas que o perdi por falta de confiança em mim próprio e por culpa daqueles que não conseguem ver mais que um palmo a frente e que mesmo assim por vezes nem aí alcançam. Agradeço a quem confiou em mim, em quem por chamou, não a aqueles que me chamam diáriamente e quando houve o momento me falharam, por não quererem ver o óbvio ou por não acreditarem, mas que nem mesmo assim deram uma oportunidade. Mas com esse não me preocupo, por ser superior a isso e por isso já ter passado, recomendo a mim mesmo que continue a acreditar que o passado já lá vai, que o presente se está a compor e a tornar o dia de amanhã mais fácil, por confiança, por querer e sobretudo por acreditar. Obrigado

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Amigalhaço

Choro, choro bastante, sou um chorão, sou sentimental, sou talvez um bébé que chora sem se saber porquê, choro porque gosto, choro porque me lembro, nem sempre choro com lágrimas, nem sempre se vê que realmente choro, mas choro sempre na minha mente, no meu coração, nos meus sentidos, porque eram eles que realmente te conheciam, eram eles que sabiam quando estavas contente, triste, triste nunca te vi, descontetente também não, contente sim, a rir, sim, porque era esse o teu sentimento quando falavas comigo, quando estavas comigo, ou quando me chamavas campeão. Nesse momento o mundo deixava de significar para mim, tu eras o meu mundo, eras tudo o que para mim importava, eras a minha razão de viver, porque tu, sim, tu, eras sincero comigo, eras mais que um amigo, tu eras aquela pessoa que eu sabia que nunca me iria defraudar, por mais que te custasse fazias sempre um esforço, um sorriso, uma palavra ou um simples gesto, o piscar o olho quando não aguantavas de sofrimento, o sorriso que demonstravas sempre que me vias, ou quando dizia algo, mesmo sem nexo, só, sim, só para tentar ver feliz, como sempre gostei de te ver, como sempre foste, como sempre me demonstras-te como ser. Foste um exemplo para mim, sempre, até ao fim, sempre com vontade de agradar, mesmo quando nem a ti te agradavas, a mim sempre me aquecias o coração e me davas Esperança, esse nome que era teu e te caracterizava, sempre foste um Mestre em toda a tua vida, e isso ficou demonstrado pela devoção que toda a gente demonstrava perante ti. Sim porque sempre foste para mim um santo, apesar de não acreditar neles tu sempre o foste para mim, como o teu próprio nome indica Mateus. Nunca te vou esquecer e todos os momentos que partilhámos estão no meu/nosso baú das recordações, porque de ti posso esperar grandes coisas amigalhaço.

O ciclo da vida

Música:
Papas da lingua
Eu sei (Lucana summer remix)


Falar, falar muito, muitas das vezes sem sentido, sem sequer acreditar no que se diz, muitas vezes em vão, outras para agradar, outras sem saber bem porquê. Enfim, é dificil, é dificil acreditar no que realmente se acredita, dizer o que realmente se pensa, saber a verdade porque nem sempre quem nos diz algo a quer dizer. Tudo é possivel, isto pelo ponto de vista de cada um, nem sempre se acredita nessa possibilidade, muitas vezes se questionam as decisões, será certo ou errado? Onde estaria agora se? Melhor, pior? Não sei sequer no que hei-de pensar, no que acreditar, se na minha realidade, se na realidade que não aconteceu, na realidade que crio, que por vezes acredito, naquela com que sonho, mas que não se realiza, que não se tornou realidade por ter escolhido a realidade que realmente é verdade. Sinto muitas vezes que não escolhi a certa? Sim, tantas quanto os dias que passaram. Arrependo-me? Tantas quantas senti não ter sido a escolha acertada. Acredito que a outra teria sido a acertada? Não, não porque assim não escolhi, não porque é esta que vivo, não porque é esta que realmente sinto, não porque é esta que por mais cruel que seja nesta momento, provavelmente não teria sido com a outra escolha que a teria evitado. Gostava de ter uma máquina do tempo e ter evitado tudo, ou apenas aquilo que não queria que tivesse acontecido. Mas teria dessa forma evitado o que sucedeu? Ou teria sido essa mudança, ou tentativa de mudança do espaço-tempo que terá provocado esta sucessão de acontecimentos, que quer queira quer não assim terminaram? A vida é mesmo assim e por mais que tente não a consigo controlar totalmente, e um desejo tenho em mente, nunca vou esquecer todos os momentos que relembro sempre que me lembro de ti.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Como é Vivida a Vida

Música:
ATB
Here with Me



Mesmo ao vê-lo todos os dias, nunca senti tantas saudades dele como agora. Não sei o que imagina, nem imagino o que possa pensar. Eu não, ponho-me no seu lugar e não consigo com a angústia de o imaginar. Uma dor que se apodera de mim ao o idealizar. Nos nossos monólogos, em que o único a ter parte falante sou eu, mas em que ele me responde, mas sem eu nunca ter a certeza da resposta dada. Quero acreditar que não é por piedade de mim, mas que é isso o que realmente sente. Só quero pensar dessa forma, para me aquecer o coração, para minimizar esta dor. Só sei que o tempo passa, a dor fica, mas esperança não se desvanece, só gostava de ter o dom de poder fazer mais, apesar de me esforçar por isso, vejo que por vezes é infrutífero, mas tento sempre ganhar forças para ajudar e dar força, dizer algo que o faça rir, sorrir ou apenas uma gargalhada. Enfim, algo que o faça fugir nem que seja apenas por um momento.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Momentos concorrentes

Música:
U2
Electrical Storm



Penso por momentos o que ocorre no resto do mundo, como andam as coisas, o porquê de algo aparecer feito, de como foi feito, dos momentos concorrentes que acontecem, nunca tinha parado para pensar nisso, mas agora que o penso, custa-me imaginar o corropio, o andamento de tudo o que não vejo, que não controlo e que é impossivel controlar. O tempo passa, os momentos sucedessem, os acontecimentos ocorrem, não se consegue controlar a vida. É nesta impossibilidade que tudo se torna claro, o que eu passo, mais alguém o passa, o que eu vivo, mais alguém o vive, não de forma igual, não com os mesmos sentimentos, não exactamente os mesmos acontecimentos, mas tudo diferente que acaba por ser tão parecido. Ao passar na rua vejo sorrisos, vejo abraços, cumplicidade gerada pela alegria e pela tristeza, vejo lágrimas que enchem rios e criam oceanos, sofrimento que ajuda a crescer, a criar uma casca e a sobreviver com maior impetuosidade aos acontecimentos da vida. Nestes momentos aprende-se a sorrir menos quando se deveria de sorrir com toda a alegria que a vida pode ter e a chorar menos quando se devia deitar tudo cá para fora. Pensar que ao me cruzar com alguém na rua, se pudesse entrar na sua mente, saber o que pensa, e dessa forma intranhar-me na sua vida, saber as suas dúvidas, certezas, sonhos e arrependimentos, e por sua vez continuar a cada passo a conhecer cada pessoa que comigo se cruza, aprender a cada momento, beber sabedoria com a pessoa mais simples, saber o que faz mover cada pessoa que por mim passa e dessa forma descobrir mais de mim, conhecer-me melhor a mim ao conhecer melhor quem faz parte da minha vida.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Um momento, uma escolha, um caminho, um futuro...

Música:
James Morrisson
Please don´t stop the rain
Viver, perder, ganhar, não saber o que vai acontecer, escolher, a desilusão, a alegria, as opções.
Na vida perder é certo, no momento não se acerta, no futuro está a recompensa. Não se pode acreditar que está tudo escrito, tudo se pode escrever, basta querer, basta lutar. Querer nem sempre é poder, mas imaginar, desejar é legitimo. Nem todos os males vêm por bem, como nem todos os bens vêm por mal. Não há regras, apenas a necessidade de acreditar que melhorar é possivel, que ao se querer algo, o impossivel se torna simples de alcançar, porque sim, é possivel, é possivel escrever o destino, alterar a ordem das coisas, torná-las naturais ao aceitar tudo e todos de uma forma aberta, com a vontade de querer alterar o rumo do momento para no futuro próximo acontecer o que sempre esteve pré destinado ou apenas seguir o trilho que as escolhas criaram de um forma perfeita apesar de todas as adversidades e imperfeições desse caminho.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Da mesma forma que faço sempre

Música:
Linkin Park
Pushing me Away
Sinto-me perdido neste rendilhado de sentimentos, de escolhas. Sinto o mundo a mover-se a meus pés, olho para o céu e cada momento que passa é diferente, não consigo encontrar um padrão, é assim que me sinto, perdido, à deriva, sem saber o que pensar, o que fazer, muito menos saber o que devo escolher. Há já algum tempo que não me reconheço, foram as opções que me fizeram chegar a este ponto de inconsistência, de não reconhecimento de mim próprio. Muitas vezes carrego nesta tecla, há apenas uma forma de me acordar a mim próprio, de me fazer ver aquilo que sou, aquilo que posso ser, aquilo pelo que luto, aquilo que quero. Quero reencontrar-me, reconhecer-me de novo, o sorriso nos lábios, a gargalhada com a real percepção dela, e sobretudo o gozo do momento actual e não do momento gerado mentalmente para que fosse o perfeito inalcansável. Apenas a assinalar que ao imaginar muito, ao acreditar que o impossivel é alcansável de forma simples é um erro, um engano, apenas uma forma de embelezar a dureza e a beleza da vida. A luta constante pelos ideais, pelo objectivo de melhorar com cada uma das experiências vividas, com cada momento menos bom, com todos os mementos bons. O ser um ser completo é complexo, dificil, impossivel, utópico quem sabe, mas com a certeza que percorro o caminho para o alcançar, para pelo menos o vislumbrar, e assim sonhar e ser feliz.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Caracteres sem significado

Música:

The Fray

Never say never



Caracteres, com, sem, algum ou nenhum significado. Depende de quem lê, de quem interpreta, de quem escreve ou simplesmente de que passa por alto, que tenta depreender a totalidade apenas pelo conhecimento mínimo de nada, ou tudo, consoante a interpretação.
Ter tudo, não ter nada, ter algo de espcial, ou considerar a soma de pouco, tudo o que é necessário para se tornar especial, para formar o todo, e não as simples migalhas que o esforço diário trás. Ser alguém, ser algo, não ser ninguém, ou apenas um anónimo no meio da multidão, sentir-se só rodeado por milhares, sentir-se protegido nos momentos passados a sós, com a natureza, com os pensamentos ou simplesmente, na mais pura das ideias, o silêncio, que por vezes cura, muitas vezes ajuda a ouvir o que não se quer ver e ajuda sobretudo a saborear os melhores momentos da vida. No meio do silêncio ouvem-se as vozes da razão, do discernimento, da vontade, da realidade, do que na verdade move montanhas, ajuda a conhecer os sonhos, os objectos, aquilo que torna o mais simples dos seres na mais complexa e radiante felicidade que é saber aproveitar a vida, viver todos os momentos com alegria.